Como as pessoas em geral reagem diante de horários
postado por Ricardo de Souza em 24 de janeiro de 2012
Como é defendido por um respeitável grupo de filósofos, o ser humano não nasceu para obedecer regras. Se seguíssemos apenas o nosso instinto, talvez a raça humana seria extinta. Dentre as regras as quais obedecemos para manter uma vida em sociedade e relativamente tranquila estão os horários. Ah, os horários! Este carma na vida de muitos – inclusive na minha – é o assunto a ser tratado nesse post. E não se preocupe, o post não tem hora pra ser lido.
Fase 1 – Você se depara com a responsabilidade
Chegou a hora. Você cresceu e agora precisa ter responsabilidade. Seja no trabalho, na escola ou com a namorada, sempre terá algo marcado na sua agenda. Pois bem, nessa fase é tudo relativamente novo, e isso faz com que a empolgação gerada pela descoberta do desconhecido lhe traga aquela dose extra de motivação. Enfim, você sempre chegará nos compromissos com 5 minutos de antecedência, no mínimo.
Fase 2 – A rotina bate à porta
Passam-se os dias, mantém-se os horários. A empolgação ao levantar da cama já não é a mesma, a internet parece ter feito uma lipoaspiração, colocado um silicone, enfim, parece mais atraente. É, meu amigo, você acaba de cair no inferno chamado rotina. A consequência? Funciona assim, aqueles 5 minutos que você chegava adiantado antes agora são dispensáveis, afinal, o importante é chegar no horário.

Fase 3 – Você percebe que 99% das pessoas vivem na filosofia dos “5 minutos de tolerância”
Como eu já mencionei nos primórdios do texto, o ser humano em sua natureza não nasceu para obedecer regras. Com isso, ao longo do tempo você percebe que o mundo adota uma filosofia chamada “5 minutos de tolerância” que, no início, deve ter sido criada para quando houvesse algum imprevisto, mas caiu perfeitamente no gosto da população e atualmente serve de desculpa para qualquer atraso. Assim, você constata que chegar exatamente no horário não é totalmente necessário, e acaba adotando a filosofia dos “5 minutos de tolerância”, mas só as vezes.
Fase 4 – Os 5 minutos de tolerância viram o seu horário padrão
Mais rotina, mais cansaço, mais compromissos, menos motivação. Sair de casa passa a exigir um esforço surreal, tal ação se torna tão difícil que você começa a enganar a si mesmo quando o assunto são horários e a filosofia dos “5 minutos de tolerância” é a sua principal aliada. Porém, agora ela serve para todos os dias e é seu horário padrão, fazendo com que quando algum imprevisto apareça você se atrase além dos 5 minutos.
Fase 5 – Na reserva
A motivação está naquela última reserva, a vontade de sair da cama na última reserva. Você se habituou, está sempre atrasado. Até que percebe que também está na reserva, no trabalho já tem outro titular para sua função, no namoro também. Não lhe resta mais nada, a não ser sucumbir. Mas segundo o seu relógio da vida, ainda é cedo para isso, então o despertador toca e é hora de buscar uma nova motivação. Ela vem com 5 minutos de tolerância, mas você prefere a antecedência. O ciclo começa novamente…
O Indico Já Adverte, o tempo desse ciclo varia de ser humano para ser humano. Comunicamos também que o conceito não é aplicado à militares com mais de 5 anos de reclusão. De antemão, avisamos que a teoria não se aplica para mulheres nos finais de semana ou em eventos específicos onde elas precisam ir com a roupa mais bonita que a da amiga.